"Beneath this mask there is more than flesh. Beneath this mask there is an idea, and ideas are bulletproof"
pesquisar neste blog
posts recentes

Escolha quase aleatória do dia #26

Escolha quase aleatória do dia #25

Escolha quase aleatória do dia #24

Escolha quase aleatória do dia #23

Escolha quase aleatória do dia #22

Escolha quase aleatória do dia #21

Escolha quase aleatória do dia #20

Escolha quase aleatória do dia #19

Escolha quase aleatória do dia #18

Escolha quase aleatória do dia #17

arquivos

Abril 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Março 2011

Dezembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Julho 2010

Abril 2010

Fevereiro 2010

Outubro 2009

Fevereiro 2009

Dezembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Junho 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011
Escolha quase aleatória do dia #15

Na nossa vida há filmes que vemos e há filmes que nos veem. No entanto, tal como acontece com qualquer criação artística, nem sempre é fácil racionalizar e dizer, preto no branco, o motivo por que uma dada obra nos impressiona, nos sensibiliza ou nos causa repulsa.

No meu caso, um exemplo paradigmático deste facto é o filme Lost in translation.

Absolutamente nada neste filme se assemelha a algo que tenha sentido ou vivido num contexto de viagem. Eu gosto das diferenças culturais (o hiperbolizado cultural clash), gosto de tentar perceber novas formas de viver o quotidiano e tendo a não estabelecer quaisquer tipos de laços com outras pessoas numa situação semelhante à minha.

Ainda assim, algumas situações vividas pelos protagonistas levam-me a confirmar uma opinião que tenho há algum tempo: toda a diferença, sendo individual e tendo que ser percebida e assimilada de forma individual, é percecionada de forma diferente quando é vivida num contexto social confortável (seja ele o conforto de a viver com alguém que se conhece/com quem se partilha valores e atitudes ou o simples facto de a experienciarmos na nossa zona de conforto - geográfica, psicológica, you name it).

Não tendo alma de viajante solitário, consigo perceber o desconforto dos personagens e o estabelecimento de um laço emocional de procura dessa zona de conforto comum. As cidades não são espaços geográficos, são espaços sociais. E, como qualquer espaço social, ele é a soma das pessoas e dos sentimentos que o habitam.

E, por vezes, encontramos a nossa complexidade, idiossincracia e lugar nos sítios mais estranhos e nas situações mais extremas de solidão.

Finalmente, há ainda o resto: os planos, as cores, os filtros, a montagem deste filme, para além de reforçarem de forma subtil esta mensagem, são de um bom gosto aterrador. 

Aqui fica um excerto da minha cena favorita neste filme.

 


tags: , , ,

publicado por lpedro às 10:48

2

De ricardoantunes a 16 de Novembro de 2011 às 11:27
Esse é, de facto, um filme fantástico. Mas como falas do cultural clash, deixo aqui a ligação para o trailer de um outro, em que as histórias se cruzam e o caos de 4 histórias diferentes (e respetivas diferenças culturais e linguísticas) se mistura num blend fantástico. Falo do Babel. http://www.youtube.com/watch?v=chNzbahOn_w


De lpedro a 16 de Novembro de 2011 às 11:30
Outra grande filme!


Comentar post

mais sobre mim
Abril 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

23
24
25
26
27
28

29
30


tags

todas as tags

subscrever feeds

RSSPosts

RSSComentários

RSSComentários do post